quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inhotim_Pesquisa Individual

Escolhi a obra Cosmococa 5 Hendrix War, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida.













Hélio Oiticica  foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.
Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann.
Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos (mensagens como “Incorporo a Revolta” e “Estou Possuido”), e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.
Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra.
Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de "primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem "brasileira" ao contexto da vanguarda". Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.
Outras de suas criações são os bólides, recipientes cheios de pigmento que trazem a cidade para uma mostra de arte. Um conjunto tem água da Praia de Ipanema e o asfalto da Avenida Presidente Vargas, "que espreitam o espaço" e esperando o público para detonar experiências estéticas.
Em 16 de outubro de 2009, um incêndio destruiu cerca de duas mil obras do artista plástico - aproximadamente 90% do acervo (avaliado em 200 milhões de dólares), que era mantido na residência do seu irmão, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Além de quadros e dos famosos "parangolés", no local também eram guardados documentários e livros sobre o artista.

Neville D´Almeida - Cineasta cuja carreira abrange desde filmes experimentais - como Jardim de Guerra (1968), seu longa-metragem de estréia - até campeões de público - como A dama do lotação (1975), a segunda maior bilheteria do cinema nacional de todos os tempos. Desde que dirigiu A dama do lotação tem perseguido o sucesso de público com filmes como Rio Babilônia (1982) e Navalha na carne (1997). Mesmo nos seus filmes mais comerciais, nunca abandonou seu lado experimental, mais evidente em filmes como o remake de Matou a família e foi ao cinema (1990). Contemporâneo de uma excelente safra de cineastas e críticos mineiros, saiu dos bancos das igrejas metodistas para o Centro de Estudos Cinematográficos de Belo Horizonte, em 1958, onde conviveu com os melhores críticos de cinema da época. Bastante influenciado por sua vivência em Nova York e Londres, onde morou nos anos 60 e 70, dirigiu filmes censurados pela ditadura militar e nunca exibidos, como Mangue bang (1971), Surucucu catiripapo (1971) e Gatos da noite (1973). Tem em seu currículo mais de 80 filmes em super-8. Desenvolveu um cinema que mistura marginalidade e fantasias eróticas, como em A dama do lotação e Os sete gatinhos (1977), dois textos do dramaturgo Nelson Rodrigues. Com a adaptação da peça de Plínio Marcos Navalha na carne (1997), com Vera Fisher, volta ao tema da prostituição. Seus filmes foram vendidos para mais de 80 países e são recordistas de exibição na TV brasileira. Em 2005 iniciou a finalização do longa-metragem Maksuara - O crepúsculo dos deuses, uma fábula sobre o conflito do índio com a civilização contemporânea, além de estar finalizando três documentários e dando início ao projeto de remake do longa A dama do lotação.

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